Semec vai implementar formação de professores com perspectiva inclusiva


A educação inclusiva em Teresina terá um avanço significativo com a decisão tomada pelo secretário municipal de Educação, Nouga Cardoso. Os professores das unidades de ensino da Rede Municipal agora passarão a ter formações específicas para atender alunos com necessidades especiais, adquirindo habilidades para a construção de escolas cada vez mais inclusivas.

O primeiro passo para a implementação das capacitações, que deverão começar no próximo ano, será a formação de uma equipe de educação especial. O grupo vai conter professores da Rede e mestres da Universidade Federal do Piauí e Universidade Estadual do Piauí, para que estabeleçam diretrizes para a formação continuada em uma perspectiva inclusiva.

A coordenadora da Divisão de Educação Inclusiva da Semec, Amanda Kárdia, afirma que as capacitações serão direcionadas para todos os professores, tanto das salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) quanto das salas de aula regulares. “O objetivo é finalmente promover a articulação entre os professores para que ofereçam um ensino inclusivo, completo, apoiando os alunos em todas as suas necessidades”, declara a coordenadora.

A Rede Municipal de Teresina conta com 70 salas de AEE, oferecendo atendimento especializado no contraturno escolar. Apesar das escolas manterem um planejamento de atividades para esses alunos, a Semec pretende consolidar essa ação enquanto Rede, com base na formação dos professores.

“Vamos envolver os professores de todas as disciplinas e todas as escolas. É um grande avanço em busca da educação que queremos para as crianças de Teresina”, conclui Amanda.

#MeninasOcupam: criança de 8 anos é secretária municipal de Educação por um dia

Com informações da Ascom SMPM

Vivian, de 8 anos, mora na zona Rural de Teresina. Ela ocupou nesta segunda-feira (18) o maior cargo da Secretaria Municipal de Educação (Semec). A menina fez parte da campanha “Meninas Ocupam”, uma realização da ONG Plan International e da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM). A campanha acontece mundialmente, em torno de 70 países, e na capital vai acontecer durante todo o mês de outubro, em alusão ao Dia da Menina.

Na sua manhã como secretária simbólica, Vivian leu uma carta ao secretário municipal de Educação, Nouga Cardoso, apontando a necessidade de uma alfabetização digital nas escolas, afim de evitar a disseminação de fake news. Em sua carta, escrita à mão, ela lembrou que as meninas são as mais afetadas pela violência.

“Crianças, principalmente as meninas, são as que mais sofrem assédio, violência doméstica e abusos”, destacou a secretária simbólica. “Isso deve ser trabalhado nas escolas também”, frisou Vivian.

A Secretária da SMPM, Karla Berger, destacou a importância dos projetos de educação para as meninas. Segundo ela, é a partir da geração de crianças e suas demandas que se pode fortalecer as demandas de forma articulada com outros setores. “Cuidar das nossas meninas é uma tarefa de várias gestões, afinal, somos uma gestão integrada”, complementa.

Durante a visita, o secretário Nouga Cardoso acompanhou o dia de Vivian. Segundo ele, a menina ajuda a melhorar a política educacional voltada para o gênero feminino – com ênfase nas meninas que vivem na zona Rural de Teresina. “Nosso trabalho é de buscar sempre oferecer a melhor educação para essas crianças, respeitando as individualidades e formando cidadãos mais conscientes”, destaca o secretário.

A Campanha “Meninas Ocupam” acontece desde 2016, realizado pela Plan International. A ONG tem como parceira a Prefeitura de Teresina, com a ocupação de cargos públicos em diversas repartições públicas e privadas.

Sobre a Plan International

A Plan International é uma organização humanitária e de desenvolvimento não governamental e sem fins lucrativos, que promove os direitos das crianças e a igualdade para as meninas. A pobreza, violência, exclusão e discriminação ainda são problemas sociais que mais afetam no mundo, por isso, a ONG atual para proteger os direitos de meninas em situação vulnerável.

A ONG chegou ao Brasil em 1997 e, desde então, vem se dedicando a garantir os direitos e promover o protagonismo das crianças, adolescentes e jovens, especialmente meninas, por meio de seus projetos, programas e ações de incidência e de mobilização social.

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